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sábado, 29 de maio de 2010

Retratação



Uma maria sem vergonha e uma cachorrinha, sem preconceitos! Espécies tão bem adaptadas, que nem precisam ser criadas! Mas importantíssima para a polinização, está em toda parte! Viva a cachorrinha! Viva!

terça-feira, 11 de maio de 2010

ALIMENTADOR COLETIVO - EFICIENTE E BARATO, FÁCIL DE FAZER.

Abenautas e Internautas,

Estarei usando neste inverno estes alimentadores, são eficientes e muito práticos, usem e abusem.... vocês vão gostar e suas abelhas também.

ALIMENTADOR EM USO

CORTE O FUNDO DE UMA GARRAFA PLÁSTICA, 
PODE SER DE 1 OU 2 LITROS

FAÇA UMA JANELA DRENO, DA ALTURA DA LÂMINA QUE DESEJA, 
EU DEIXEI 4MM

VIRE A GARRAFA JÁ SEM FUNDO E BEM FECHADA,
COLOQUE O XAROPE

TAMPE COM O PRATO QUE QUIZER, 
SOBRAS DE BEBEDORES DE AVES OU PINTOS, COMO OS DA FOTO.
PRATOS DE PLANTAS PRETOS DE QUALQUER TAMANHO, ETC. 
DAÍ É SÓ VIRAR RÁPIDO
COLOCAR EM VÁRIOS LOCAIS DO MELIPONÁRIO. BOA SORTE


VEJA A EFICIENCIA DESTE ALIMENTADOR COM GARRAFA PET

ALIMENTADOR NO PRATO PRETO USADO EM VASOS COM PLANTAS. 
USO TAMBÉM PALHAS, FACILITANDO O POUSO E QUE NÃO SE MOLHEM. 
PROFUSÃO DE ASF: URUÇUS NORDESTINAS, JANDAÍRAS , MANDAÇAIAS, PARTAMONAS


AS VEZES ACONTECE,
CENTENAS DE TATAIRAS INVADEM UM ALIMENTADOR COLETIVO. 
TODAS AS OUTRAS ASF FOGEM.... 





terça-feira, 23 de março de 2010

BOCA DE SAPO, COMPANHEIRA DE TODOS OS MINUTOS, É MUITO CHATA



Mensagem do Pedro Paulo, para o Grupo Abena, alertando meliponicultores neófitos, que pretendem instalar colméias com Boca de Sapo (Partamona heleri), na área do meliponário.


"Colegas,

"Há anos convivo com as partamonas, chegaram no meu meliponário e se instalaram numa parede, bem no alto, num segundo andar.



"Tudo que faço elas estão por perto, entram até nas armadilhas de forídeos, quando faço as inspeções, e em copos de alimentação de enxames jovens.




"São espertíssimas e de um olfato singular. Respeito-as porque, apesar disto tudo, não fazem pilhagem e convivem pacificamente com as outras abelhas.
Mas evitem de colocá-la nos seus meliponários, pois se livrarão de um problema imenso, sem solução".


Pedro Paulo Peixoto,
Presidente da AME-RIO




       

Foto de operária e entrada de colméia de Boca de Sapo


Informações gerais: A Partamona helleri é conhecida também pelo nome popular de boca de sapo, sendo encontrada na região Sudeste do Brasil. Os ninhos são aéreos, e apoiam-se sobre uma superfície resistente como beirais de janela e vasos com samambaias. Esta espécie é agressiva, mordendo a pele e pêlos das pessoas que tentam manipulá-la.

Entrada da colméia: Nesta espécie a entrada é bem ampla, triangular externamente, formada de barro e lembra a boca de um sapo.

Informações retiradas da página Partamona helleri do Laboratório de Abelhas da USP

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O Belo Jardim Botânico do Rio de Janeiro


Como muitos já devem saber, a AME-RIO vem oferecendo seus serviços ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro, propondo a  criação de um meliponário de visitação e proteção das abelhas nativas existentes naquela instituição.


O Jardim Botânico do Rio de Janeiro é uma instituição bicentenária, na verdade ele foi criado em 1808, por D. João, quando da vinda da família real para o Brasil. Vamos conhecer um pouco dessa história:

Histórico

"Aclimatar as especiarias vindas das Índias Orientais: foi com este objetivo que, em 13 de junho de 1808, foi criado o Jardim de Aclimação por D. João, Príncipe Regente na época, mais tarde D. João VI. Com a ameaça da invasão das tropas de Napoleão Bonaparte em Portugal, a nobreza portuguesa mudou-se para o Brasil e instalou a sede do governo no Rio de Janeiro. Entre outros benefícios, a cidade ganhou uma Fábrica de Pólvora, construída no antigo Engenho de Cana de Açúcar de Rodrigo de Freitas.


"Encantado com a exuberância da natureza do lugar, aí D. João instalou o Jardim, que em 11 de outubro do mesmo ano, passou a Real Horto. Por um erro histórico acreditava-se que as primeiras plantas tinham sido trazidas do Jardim Gabrielle, de onde vieram muitas plantas, principalmente durante as guerras napoleônicas.
Porém o Jardim Gabrielle era nas Guianas e as primeiras plantas que chegaram aqui vieram, na verdade, das ilhas Maurício, do Jardim La Pamplemousse, por Luiz de Abreu Vieira e Silva, que as ofereceu a D. João1. Entre elas, estava a Palma Mater (Roystonea oleraceae), a lichia, fruta-pão (Artocarpus altilis), craveiro-da-Índia (Eugenia caryophyllati), jaqueira (Artocarpus heterophyllus).

"O Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi fundado em 13 de junho de 1808 pelo Príncipe Regente dom João. Sua criação tinha como objetivo introduzir e aclimatar plantas trazidas de outros continentes. Estabeleceu-se ao longo do tempo como uma Instituição Científica, hoje é Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

"Com uma área total de 137 hectares, 54 hectares abrigam coleções vivas de plantas nativas e exóticas compreendendo cerca de 8 mil espécies de mais de 200 famílias botânicas, com aproximadamente 35 mil exemplares e um acervo histórico com edificações, monumentos e esculturas. Os 83 hectares restantes representam cobertura vegetal característica da Floresta Pluvial Atlântica".



Cumprindo o seu plano de atividades, foi realizada hoje, a visita dos associados da AME-RIO ao Jardim Botânico. 

Foi um passeio delicioso, alguns o fizeram a pé, os menos audazes, em dois carrinhos eletricos, abertos, guiados por estudantes travestidos de guias de turismo ambiental e motoristas.


O alto clero de nossa entidade escolheu logo o carro da bela guia, Nadine,  estudante de biologia marinha, no outro carrinho um estudante grandalhão e barbudo esforçou-se para ter a mesma simpatia da Nadine e, a seu modo, o fez. 

O Sérgio Magarão, que mora ao lado do Jardim Botânico, prontificou-se a ajudar o grupo no que visitar, e surpreendeu a todos, trazendo a frota de carrinhos, que afinal não foi suficiente para levar todo o grupo, o Winckler, o Medina, inventor da melhor bomba colhedora de mel, sua esposa Sandra e nossa mais jovem meliponicultora, Mayara, que desejavam descobrir ninhos de abelhas, prontificaram-se a seguir a pé. E logo eles receberam a companhia do nosso fotógafo, o Carlos Ivan, e do Altino. Mas este último, na primeira parada, abandonou os infantes e bandeou-se para o grupo motorizado.

Os carrinhos paravam nos pontos principais, o pessoal descia, fotografava e deliciavam-se com os relatos minuciosos da bela estudante e de seu guapo colega. 

Tem o jardim dos Beija-Flores, o Jardim Mexicano e muitos outros sempre belos e floridos, no último, o Jardim Japonês, encontramos o segundo ninho de abelhas nativas, localizados pela Maria Luiza, parecia ser uma plebeia. 

O primeiro ninho, foi identificado como de uma espécie de partamona, no pé de uma soqueira de bambus.

O Jardim Botânico merece toda a nossa colaboração  para fazermos lá o Jardim das Abelhas Nativas Brasileiras, um pequeno meliponário com caixas educativas e visitaveis, através de vidros. Com certeza isso valorizaria bastante os passeios de seus visitantes e poderíamos efetuar um levantamento de todos os locais onde houvesse ninhos de abelhas nativas, identificadas num pequeno mapa, que pudesse ser útil a estudantes de insetos, abelhas e outros polinizadores.

Foi um ótimo passeio, e se alcançarmos nosso intento, com certeza se tornará muito melhor. 

No final o Pompílio presenteou nossa Guia com a abelinha dourada da AME-RIO.

Fotos e textos retirados do Site do Jardim Botânico, de mensagens do Pedro Paulo, do Medina e do Winckler, além de fotos cedidas pelo Carlos Ivan.