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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

ENCONTRO de SETEMBRO na FLORESTA da TIJUCA





Nossa reunião mensal este mês foi no Centro de Visitantes do Parque Nacional da Floresta da Tijuca, que nos cedeu um auditório confortável para a ocasião. Agradecemos à diretoria do parque por podemos desfrutar deste espaço acolhedor ao lado do meliponário. 


A reunião iniciou com os recados da presidência e da diretoria. O Andreas e o Carlos Ivan dentre outros assuntos tratados, informaram sobre a participação da AME-RIO na Primeira Conferência Estadual sobre Abelhas nos dias 19 a 22 de setembro de 2012, onde a AME-RIO terá um stand e fará uma palestra.


A AME-RIO junto com outras associações fretaram transporte para que os associados possam comparecer.  




Em seguida, este indivíduo aí em baixo na foto, tentou mostrar em uma apresentação os princípios básicos para a multiplicação de caixas de meliponas. Os neófitos em meliponicultura se mostraram bastante interessados pelo que estava sendo exposto.   


A apresentação foi baseada em fotos sequenciais cedidas pelo Carlos Ivan, de uma de suas multiplicações. 
Como o assunto é cheio de particularidades e variações, a galera me ajudou bastante lembrando ou destacando detalhes das suas experiências pessoais. 


Espero não ter assustado ou entediado os novos com esta aula teórica !!!



Para animar um pouco o finalzinho de tanta teoria com anéis nascente para cá, disco mater para lá, disco nascente para acolá ... lamela, invólucro, contagem de discos etc etc , apresentei uma maquete de uma caixa de melipona. 
Este projeto eu desenvolvi baseado na idéia do Winckler de fazer uma maquete de discos. Nós estávamos no meliponário do Carlinhos quando ele me chamou e sugeriu que bolássemos uma maquete para que as pessoas novatas pudessem mexer à vontade em discos e na caixa aberta sem pôr em perigos as abelhas.
Conversa vai, conversa vem, e terminou nesta maque aí em baixo na foto.
Faltou colocar as lamelas, que serão colocadas para outra apresentação. Como é construída, também ensino em outra postagem.




Voltando ao assunto  .....
A apresentação virou uma aula quase prática !!! Todos os novatos em meliponicultura puderam ver de perto e mexer sem perigo para as abelhas ....
Viram o anel nascente, disco mater, e também todos os apetrechos necessários : 
Caixa de espera, vinagre de maçã, armadilha de forídio, bomba coletora de mel, placas de cera e princípios de higiene, etc ....






Na mesa ainda tínhamos uma caixa de isopor com vermiculita, desenvolvida pelo amigo e associado Abreu (Meliponário Abreu) que entrou na brincadeira da aula semi-prática para receber a divisão de maquete.

O vidros de méis que aparecem abaixo não fizeram parte da aula semi-prática, mas de uma degustação que foi oferecida aos participantes depois do piquenique. 


Depois de tanto fala fala chegou a hora boa ... o piquenique. Cada uma levou um pouquinho e logo, logo tínhamos um banquete !!!! Suco de abacaxi com gengibre, bolo de mel, pastinhas, queijos, pães, sanduiches, croissants,etc etc etc ....
Infelizmente ainda não aderimos ao lema do Matheus (da floresta) de cada um levar seu copo, e evitar os descartáveis !!! Matheus ... não fica aborrecido, vamos chegar lá !!!
Sobre este momento só temos uma foto, o fotógrafo não quis perder a vez na mesa !!!!




Depois do pequinique, como já estávamos ao ar livre, fomos fazer uma inspeção no meliponário. Na verdade a programação era para fazer uma multiplicação, mas como um enxame provavelmente de Trigona fulviventris aff. recém salvo pela equipe do parque de uma tragédia em uma das churrasqueiras estava muito agitado perto das caixas de mandaçais.

 

Resolvemos por bem deixar esta multiplicação para mais tarde. Uma caixa de isopor com vermiculita, do Abreu que vai ser testada no rigoroso frio da floresta, foi deixada com a administração do parque para o momento certo da multiplicação.
Talvez daqui uns 15 dias, quando as trigonas sossegarem e forem mudadas para um local mais seguro.



Quanto as mandaçaias ... fazendo limpeza da casa. Lavando enxugando e colocando a água para fora !!!


Mesmo assim abrimos uma das caixas de mandaçais para uma inspeção de final de inverno.


Caixa cheia de potes, bom sinal !!!


Nessa hora todos se aconchegaram para observar de perto como é feita uma inspeção.




Coleta-se o mel dos potes que estão na frete, e com dois dedos abre-se uma janela no invólucro, tomando cuidado para manter os pedaços da lamela perfeitas para a remontagem no final da inspeção.


Pode-se perceber a pequena produção de batume, sinal que a caixa de vermiculita do Ivan aguentou bem o inverno de picos de 5°C que foi registrado naquele recanto.


De volta ao auditório, o Ivan nos propiciou uma degustação com mel de mandaçaia desumidificado do "Rei da Mandaçaia", um recem coletado mel de uruçu de seu próprio meliponário, e da Floresta da Tijuca, um pouco de mel de mandaçaia orgânico !!!! Este não estava tão excelente, pois como foi coletado de potes maduros e abertos, para o acesso da inspeção, não estava tão 10, mas mesmo assim já promete !!! 
Galera do Parque ... vocês estão de parabéns de propiciar aos cariocas, no meio de uma grande cidade, a benção de um fragmento florestal de tamanha beleza e qualidade !!! 









Logo a seguir o nosso associado Fritz nos deu a palavra com sua experiência.
Ele tentando ajudar suas abelhas oferecia cerca de 150ml de xarope durante este inverno, quando desconfiou que as mesmas estavam consumindo o xarope muito rapidamente, e não faziam potes novos.
Macaco velho ficou observando .... e reparou que era só colocar a alimentação interna, que as abelhas começavam a voar para fora da caixa e retornavam rapidamente .... não fez por menos ,,,, colocou folhas de jornal na zona de vôo delas e logo costatou que na verdade as danadas estavam levando para fora todo xarope e jogando fora !!!! Qual seria o motivo ???

De quebra ainda nos mostrou como exterminar com o excesso de umidade dentro de de caixas onde o grau de umedade é muito grande, como em Friburgo. Está experimentando Cloreto de Cálcio como desumidificador. Disse que no icício as abelhas começaram a tampar o pote, mas depois que sentiram o seu benefício deixaram aberto.
Valeu Fritz !!   


 Depois a Júlia nos deu uma palestra sobre plantas ... Falou dos poderes do alecrim do campo, alecrim Vassoura, também sobre a descoberta de pés de copaíba dentro do parque, e sobre diversas outras plantas ... e até sobre poderes fabulosos dessas plantas !!! 


Assa Peixe com sementes que parecem flores !!!


COPAÍBA



Também houve distribuíção de mudas de limão rosa (galego) e de pés de tamarindo !!



Seguindo a palestra da Júlia, tivemos a apresentação do associado Gesimar. Ele nos falou sobre o encontro dele e do Wickler no Parque da Água Branca em SP. O próprio Winckler dará maiores detalhes deste encontro. 


Agradecemos ao Gesimar e ao Winckler por representar os meliponicultores em importante evento perante o pessoal do Ibama e que abram nossos caminhos na câmara setorial !!!




Não pude presenciar o final da reunião, mas sei que houve distribuição de iscas PET e acho que houve um sorteio de camisas !
Acho que foi uma reunião bem proveitosa .... pelo menos foi uma tarde agradável junto a amigos com direito a um piquenique fabuloso, e muita natureza exuberante !!!



Não percam o próximo encontro da AME-RIO !!! 
Será no terceiro sábado de outubro !!!

MEDINA


domingo, 24 de junho de 2012

Inspeção da Diretora Júlia na Floresta da Tijuca


Neste fim de semana a Júlia, uma das diretoras da AME-RIO, nos acompanhou em um passeio pelo parque Nacional da Tijuca. Fui oferecer um incremento na alimentação das abelhas, afinal acabamos de entrar no inverno e as meninas ainda estão se aclimatando ao novo ambiente.

 


Logo que chegamos percebemos a nova placa bilingue que a administração do parque providenciou com capricho.


Notamos que a placa está sendo bem utilizada, pois o parque principalmente neste período de Rio+20 , é muito visitado por estrangeiros.


O Alberto, funcionário do parque nos ajudou a identificar uma árvore em floração sobre o meliponário: um pé de Lafoensia glyptocarpa ou merindiba. Descobrimos que a árvore de flores são brancas, com longos estames, desabrocham à tardinha, produzem muito néctar, que chega a escorrer, e duram apenas por uma noite. Mas os principais polinizadores são os morcegos.


A Júlia ajudou a identificar algumas espécies vegetais próximas ao caminho do meliponário. Como por exemplo a espécie abaixo que ela acha ser Myrtaceae Myrcia - Guamirim.




Havia também um Araribá com umas trigonas coletando resina.

 

Paulatinamente o projeto vai ganhando novos acessórios. Como os dois banners manufaturados pela AME-RIO para o projeto. Um deles foca sobre a importância das abelhas sem ferrão para a polinização da flora nativa e outro apresenta um resumo das abelhas trigonas e meliponas. Outros parques também irão ganhar seus banners a seu tempo.

  



Como todos os outros associados que visitaram o parque Nacional da Tijuca, a Júlia também auxiliou com informações alguns visitantes curiosos. E assim esperamos que a informação sobre as abelhas sem ferrão vá sendo disseminada.


Mas infelizmente nem tudo é alegria. Também nesta visita com dia de sol pleno pudemos fazer uma vistoria na caixa de iraí cedida pelo associado Gesimar, e constatamos uma perda. A Júlia descobriu os discos todos com mofo. Não temos ainda certeza se foi a localização da caixa em um local muito úmido, ou outro fator como altitude, ou mesmo falta e uma aclimatação mais paulatina ao clima do novo habitat.

 

Já fora do parque, a Júlia ainda identificou mais algumas plantas como o cipó uva e a framboesa, ela ainda comentou que esta última estava uma delícia.

 


Framboeza - (Rubus idaeus) - deliciosa !!! 

E é só isso !!!

Medina

quinta-feira, 22 de março de 2012

Fomos passear na Floresta

 Amigos da AME-RIO e Internautas,


Na semana passada o Medina convidou a diretoria de nossa Associação para passear na floresta, mais especificamente, para uma visita ao Parque Nacional da Floresta da Tijuca - PARNATIJUCA, o maior parque nacional de floresta em área urbana do mundo.


É um lugar lindo, com uma cobertura vegetal constituída em sua maior parte de floresta secundária, totalmente regenerada, já com uma quantidade muito grande de árvores primárias.



Chegamos a um local onde encontramos o seu Lôbo.



Ainda bem que não era o Lobo Mau, mas um lobo guará e em cerâmica. Perguntamos para alguém que estava por ali e ficamos sabendo que a casa, que estávamos procurando. ficava bem mais acima, lá onde tinha uma trilha que levava bem para o meio da floresta.





Achamos a casa, logo depois da entrada da trilha.



Na verdade não era uma casa, era um barracão:




Ou "O Barracão", era isso que estávamos procurando, a sede administrativa do parque.




Fomos recebidos pelo Henrique Zaluar e não pela vovó. Ah, o Henrique não é nenhum caçador, na verdade ele não gosta de caçadores e nem de lenhadores, ele é Biólogo e Analista Ambiental e é o responsável pela Administração do Parque.



Nesse dia os presentes eram o Andreas, nosso presidente, eu, que deveria estar sentado naquela cadeira entre o Zaluar e o Andreas, mas nesse momento eu estava atrás da câmera, registrando o encontro, o Medina, que desde o ano passado vinha costurando esse encontro, a Milena, nossa bibliotecária e também estava presente o Matheus, que trabalha no parque e é apaixonado por abelhas.




O Andreas apresentou ao Zaluar os objetivos de nossa associação, principalmente com relação a divulgação das abelhas sem ferrão, de modo a possibilitar a sua preservação. Também falou que não tem como se falar em preservação de abelhas sem ferrão, sem falarmos em preservação da flora e da fauna, motivo pelo qual estamos procurando fechar parcerias com entidades de preservação, principalmente com os parques florestais, não interessando se federais, estaduais ou municipais, o que interessa é o anseio de preservação da flora e da fauna. Contou que já estamos executando um trabalho em parceria com os administradores, biólogos e voluntários do Parque Estadual da Pedra Branca, mas que queremos estender essa parceria a todas as esferas.




O Andreas passou às mãos do Zaluar um documento, explicitando melhor a nossa proposta de parceria. E, na hora, recebemos a resposta que essa parceria já estava fechada, que nós éramos muito bem vindos ao Parque da Floresta da Tijuca. O Zaluar nos contou que desde o ano passado vem conversando com o Medina sobre isso e que só estava aguardando um documento oficial nosso, para dar início os trabalhos. O Andreas explicou que também estávamos aguardando a ocasião de poder apresentar um documento oficial. O que estava ocorrendo é que a AME-RIO, embora funcionando, até há pouco tempo não estava totalmente legalizada, mas agora já está e já podemos fechar parcerias oficiais, com quaisquer entidades.




Novamente o Zaluar afirmou que as portas do parque estão abertas para a AME-RIO e franqueou o auditório do centro de visitantes do parque, para que a nossa associação efetue seus encontros,  treinamentos, cursos e outros eventos de divulgação de nossas abelhas sem ferrão. Também se propôs a criar, em parceria conosco, um meliponário para o parque, de forma a facilitar a apresentação ao público das diversas espécies de abelhas sem ferrão, de ocorrência natural na nossa região.




O Auditório do PARNATIJUCA tem capacidade para cerca de 80 pessoas.





Equipado com quadros e equipamentos de projeção e reprodução digital.




Depois de conhecermos o auditório, o Matheus nos convidou para conhecer as abelhas que ele já tem no parque.



Uma colônia de Jataís (Tetragonisca angustula angustula)




E outra




De jataí da terra (Paratrigona subnuda), que o Andreas fez questão de examinar de perto.




E teve muito mais, mas vou deixar que o resto o Andreas, o Medina e a Milena contem para vocês na próxima reunião. Não esqueçam que nossa reunião de março é nesse próximo sábado.
http://www.ame-rio.org/2012/03/dia-24032012-tem-reuniao-da-ame-rio.html


O parque tem vários recantos com mesas para que os frequentadores possam fazer um piquenique.



Ou até um churrasquinho se desejarem.



Para finalizar, a alegria do Medina e do Andreas com a proposta de parceria aceita.


Até sábado,


UGA,

José Halley Winckler