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domingo, 15 de novembro de 2015

CURSO AME-RIO 2015

O curso de capacitação teórico/prático da AME-RIO 2015 foi realizado neste mês novembro, e para a nossa felicidade, este ano tivemos muitos adeptos para as vagas reservadas para o pessoal dos parques com que já mantemos parcerias.
Não basta querermos divulgar a existência e importância das abelhas sem ferrão, é muito importante para a nossa associação que conforme as "nossas abelhas" vão se tornando mais conhecidas, também o correto manejo seja difundido entre os interessados.
Neste ano limitamos a capacitação em 30 vagas, e como já havíamos notado anteriormente, todas as vagas foram preenchidas com uma galera interessada e com propósitos super altruístas.  

Os 3 dias do curso ocorreram dentro do Parque Municipal da Catacumba, com a permissão de seu gestor Felipe. Dentro do parque há algumas salas da Secretaria Especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SESQV), normalmente utilizadas nas atividades do pessoal da terceira idade durante a semana, uma dessas dependências nos foi gentilmente cedida pela Sra. Flávia Furtado da SESQV, para a realização da parte teórica do curso. Deixamos aqui nossos agradecimentos ao pessoal do SESQV. 

A seguir algumas fotos do nosso curso:


Inicio do curso com os alunos se apresentando, muitas histórias, e muitas forças que estão se aliando aos interesses da meliponicultura. Fiquei muito contente....


Depois de muita teoria no primeiro dia ... o pessoal segue para a primeira parte prática






Professor Ivan mostra detalhadamente vários acessórios, e ensina como fazer xarope para o inverno, bombons, Lâmina de cera, pote de cera , isca pet ... etc etc 





Segundo dia de teoria .... tiveram que me aguentar por muitas horas ...!!! 


Fellipe, o rapazinho no primeiro plano abaixo, é um entusistico guia de abelhas sem ferrão no meliponário da Floresta da Tijuca. Aguentou firme meu blá- blá-blá ...


No primeiro dia não registrei, mas o cardápio foi cachorro-quente, já no segundo ... sopa de ervilha com linguiça e torradinhas .... e no terceiro piquenique colaborativo!!

Depois mais prática ...







Como não podia deixar de ser ... quem mexe com abelha sem ferrão tem que saborear o delicioso e inigualável sabor de seus méis !!! E a galera experimentou vários méis ...  



Uma caixa aberta para todos verem de perto e poderem reconhecer o anel nascente, bem como experimentar o prazer de degustar o mel coletado, ali na hora .... do pote para a boca ... 





Professora Júlia deu seu recado no terceiro dia de teoria ... e depois distribuiu muitas mudas ... para a alegria de todos ..



O terceiro dia de prática começou com a transferência de uma captura em isca pet para caixa racional vertical ... A aula foi dada pela Júlia e Sandra .. e a fotógrafa oficial da AME-RIO bem a frente só registrando.



Essa bela captura em isca pet nos foi cedida pelo associado Jorge Martins ... O garoto da isca-pet de ouro ... É o associado de maior sucesso em capturas de jataís na história da AME-RIO!! 









Nosso atual presidente, Gesimar, tentou mas não resistiu ... Adora mexer com a jataís ... e se juntou ao grupo para ajudar na transferência, salvando as abelhinhas que não sabiam voar ainda. 


Depois o grupo se dividiu em dois para acompanhar e ajudar em duas desdobras de Mandaçaias, e nós responsáveis pelos meliponários nos parques, vamos combinar com o grupo para realizar desdobras com mais alunos que se dispuserem nos acompanhar em outras datas ...

Abaixo Kit AME-RIO: Isca-pet e caixa básica construída pelos próprios alunos, apostila, DVD  .. foto tirada pelo Luis.


 Medina

quinta-feira, 9 de julho de 2015

CIPÓS TREPADEIRAS E LIANAS

Darwin (1867) e outros biólogos do século XIX, já faziam distinção para este grupo de plantas, porém recentemente os ecologistas voltaram a atenção para este importante grupo de plantas que estão evoluindo aparentemente.


São encontradas nas florestas dos trópicos (onde estão a sua maioria) até as zonas boreais dos hemisférios norte e sul, bem como nos desertos e florestas tropicais úmidas. Entretanto, são mais diversas próximas ao equador (Gentry 1991), igual nas abelhas.
Há vários métodos que as lianas utilizam para escalar superfícies podendo ser volúveis apresentando gavinhas, possuírem raízes adventícias que emergem dos caules (cuja única função é prender o caule sobre uma superfície vertical), ou serem lianas facultativas (ou seja, arbustos com ramos longos e/ou com espinhos, ervas rasteiras, que, quando em contato com um aparato vertical, apóiam seus ramos e desenvolvem-se verticalmente).


 Existem trepadeiras entre diversas taxonomias como:
 samambaias (ex.: Lygodium), 
gimnospermas (ex.: Gnetum), 
várias linhagens de palmeiras (ex.: Calamus e Desmoncus) 
e outras monocotiledônias como as pandanáceas (ex.: Freycinetia),
mas as mais importantes são as florescentes e principalmente da nossa mata atlântica são: Asteraceae, Bigononiaceae, cactaceae, Curcubitaceae, Convolvulaceae, Dileniaceae, Fabaceae, Menimespermaceae, Passifloraceae, Sapindaceae, Smilacaceae, solanaceae, violaceae, Vitaceae, verbanaceae.
 



A abundância de trepadeiras geralmente aumenta com perturbações da floresta (ex. derrubada de árvores pelos seres humanos), mas também varia conforme outros fatores menos compreendidos, com caídas espontânea pela própria natureza.
(Laurance et al. 2001).




A proliferação das lianas próxima ou nos arredores das florestas também é uma das principais causas de deterioração estrutural em florestas fragmentadas.
Embora os brotos buscadores de algumas lianas possam se estender até dois metros para cima do último suporte, se não encontrarem apoio, elas cairão e serão substituídas por outro broto (Putz 1984), Conhecer as capacidades das diferentes espécies para percorrer uma distância entre suportes é importante para prever quais trepadeiras provavelmente irão parar a caminho do dossel.
Por exibirem suas folhas acima das folhas das árvores que lhes oferece suporte mecânico, as trepadeiras competem por luz de maneira eficaz.
As lianas proporcionam importantes caminhos entre as copas para muitos animais que vivem nos dosséis.
Sem essas conexões de trepadeiras, movimentar-se de um árvore para outra exigiria que os animais descessem até o chão, onde estariam muito suscetíveis à predação.
As abundantes folhas, flores e frutos das lianas também representam importantes recursos alimentares para animais, contribuindo substancialmente para os ciclos biogeoquímicos.
Embora muitas lianas tenham sementes pequenas dispersas pelo vento, algumas produzem deliciosos frutos, os quais são importantes para vários animais da floresta.
 

MENISPERMACEAE =  Frutos maduros de Odontocarya tripetala ou caapeba
Com a retirada desordenada das trepadeiras/cipós/lianas, estamos perdendo:
Artesanato, Medicamento fitoterápico e água.



Algumas representantes por família:

Asteraceae = Mikania hirsuta ou guaco cabeludo
Floração: março a maio 3 espécies


Araceae
Philodendron corcovadensis ou cipó preto
Mais de 50 especies


                      BIGNONIACEAE
Pyrostegia venusta ou cipó de S.João = maio até setembro
Mansoa difficilis ou cipó de sino = novembro a março com 2 espécies
Dolichandra unguis-cati ou Unha-de-gato = varias vezes sem data específica
Tynanthus elegans ou Cipó cravo = Setembro a novembro com 3 espécies
Cuspidaria convoluta  ou cipó rosa = Outubro a novembro com 3 espécies
Amphilophium crucigerum  ou Pente-de-macaco = novembro a dezembro com 3 espécies

Convolvulaceae (+ de 50 espécies) e para representá-la :
Cuspidata racemosa - Cipó-chumbo = Julho   com   3 espécies   
Ipomoea cairica = fevereiro a março
Ipomoea grandifolia = Fevereiro a março
Turbina corymbosa Ou Manto branco = maio a julho
Ipomoea indivisa = Ano todo 
Ipomoea purpurea = Ano todo
Ipomoea batatas = Fevereiro a março
Jacquemontia heterantha = Fevereiro a março
Ipomaea carnea (alcalóides indozilidínicos) = Algodão bravo (daqui que as abelhas pegam esses alcalóides para ajudar no feromônio

Outras famílias:
Curcubitaceae = Cayaponia tayuya Ano todo  (4 espécies)
 Dileniaceae Davilla rugosa ou cipó caboclo = Outubro a dezembro (3 espécies)
Cactaceae = Pereskia aculeata = Setembro a novembro
Fabaceae = Viicia sativa Ou ervilhaca=Abril a junho
Fabaceae = Mucuna urens ou olho de boi  =Maio a julho com 3 espécies
Fabaceae = Senegalia  ou Paricá= dezembro a março com 3 espécies
Passifloraceae = Passiflora edulis ou Maracujá roxinho – Setembro a Novembro
Passifloraceae = Passiflora haematostigma - Maracujá-de-capoeira – Setembro a Novembro
Passifloraceae = Passiflora porophylla - Maracujazinho-da-serra  Setembro a Novembro

Já nas  SAPINDACEAES  tem mais de 400 espécies :

Serjania laruotteana  ou Cipó timbó Açu Dezembro a maio
PAULLINIA RUBIGINOSA ou guaranaí (mais de 140 espécies) Agosto e setembro   
Serjania (mais de 80 espécies) Cipó  uva = fev. março
Cardiospermum halicacabum ou balãozinho = novembro a dezembro = Mais de 10 espécies
 
 Nas SOLANACEAE (Mais de 50 espécies) :

Solanum inodorum ou cipó branco = Setembro     
Joá cipó ou Solanum laxum =Ano todo  

Quanto as SMILACACEAE (Mais 100, sendo 32 brasileiras):

Smilax fluminensis ou salsaparrilha

As abelhas Halictus hesperus e Tetragona clavipes (as nossas borás), visitam flores de ambos os sexos e foram consideradas polinizadoras pela sua freqüência e comportamento .

VIOLACEAE (3 espécies) = Anchietea pyrifolia ou cipó suma = Julho a fevereiro   
VITACEAE (mais de 10 espécies ) = Cissus verticillata ou insulina ano todo
Verbanaceae (3 espécies) = Petrea subserrata  ou Flor de S.Miguel = Setembro a novembro

By Júlia M. Villela Galheigo