Todas as postagens desse blog, são de inteira responsabilidade do colaborador que a fez e refletem apenas a sua opinião.
Caso você tenha interesse em colaborar com esse Blog, por favor, envie uma mensagem para redator@ame-rio.org

Mostrando postagens com marcador Colméias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Colméias. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de março de 2011

Caixa Novy - Concreto Aerado

Amigos da AME-RIO e Internautas,
                                                  
Todos nós sabemos o quanto é importante que se descubra um material alternativo, diferente da madeira, para a confecção das caixas para Abelhas Sem Ferrão (ASF).  Sabemos também que um bom modelo de caixa deve, além de proteger a colônia, ser resistente á intempéries e ao manejo,ser  leve, possuir conforto termo-acústico, possuir uma certa facilidade de ser feita, e por fim, ser economicamente viável.

É lógico que cada um de nós temos o modelo de caixa para ASF da nossa preferência, mas não me custa lembrar que um modelo de caixa é a extensão do manejo de cada Meliponicultor.  Então não vamos nos ater aqui em saber “qual é o melhor modelo de caixa para as ASF”. Combinado?

Abaixo, modelo da “Caixa Novy”, feita com argamassa de vermiculita com cimento.

Foto nº 01

É público e notório que uso caixas redondas feitas de argamassa de vermiculita + cimento há alguns anos, e tenho sempre relatado que o uso do cimento nessa argamassa, além de outras características, deixa as caixas mais pesadas e diminui consideravelmente o poder termo-acústico da vermiculita. Para melhorar esses efeitos, tenho defendido o uso de prensas na fundição das peças, com a finalidade de se aumentar a resistência mecânica usando-se menores quantidades de cimento. Dessa maneira tenho conseguido fundir boas peças usando uma argamassa com uma parte de cimento com sete partes de vermiculita, o que tem atenuado consideravelmente os efeitos negativos do cimento na vermiculita.

Durante algum tempo venho pesquisando alternativas para a construção de caixas que sejam mais leves  (custo dos transportes), mais baratas, que possuam maior conforto termo-acústico e que sejam  feitas sem a necessidade do uso de equipamentos sofisticados. Foi aí que encontrei uma nova alternativa, que considero bem viável economicamente, para a confecção de caixas para as Abelhas Sem Ferrão - ASF. Chama-se “Concreto Aerado”. Apesar do nome complicado, esse concreto nada mais é do que o concreto (ou argamassa) normalmente usado, acrescidos de minúsculas bolhas de ar incomunicáveis, que vão dar ao produto final características de leveza, resistência e poder de isolamento termo-acústicos semelhantes ao isopor.

Então vamos ver como ele é fabricado?

CAIXA NOVY - CONCRETO AERADO

EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS:

- Um balde de 18 litros.
- Uma furadeira elétrica portátil, com velocidade variável.
- Uma haste para bater tintas, onde acrescentamos uma tela de metal (pinteiro) amarrada á haste.

Foto nº 02

OBS: Nessa foto podemos ver a tela de metal (pinteiro) amarrada á um anel de PVC, que foi fixada à haste de bater tintas.

MATERIAL NECESSÁRIO:

- 20 ml de aditivo aerante (sangue de boi sintético)
- 700 ml de água potável
- 1000 ml de cimento ARI (Alta Resistência Inicial)

COMO FAZER:

Coloque no balde o aditivo aerante juntamente com a água.

Foto nº 03

Com a haste na furadeira elétrica, bata a mistura por cerca de três minutos.
Abaixo, na foto nº 04 é visto o aumento  da mistura, formando uma espécie de “glacê”.

Foto nº 04

Abaixo, na foto nº 05, após os três minutos, é acrescentado o cimento (ARI) lentamente.

Foto nº 05

OBS: Inicialmente o aditivo aerado e a água vão aumentar de volume até uns 14 litros, ficando com a consistência de um “glacê”. Posteriormente, na medida em que se acrescenta o cimento, esse material perderá volume, estabilizando quando ficar com uns 2000 ml (sempre duas vezes a quantidade do cimento utilizado).

Abaixo, na foto nº 06, pode-se ver a perda de volume do “glacê”, na medida em que se vai acrescentando o cimento.
Foto nº 06

OBS: É importante não parar de bater, enquanto se vai acrescentando o cimento.

Abaixo, na foto nº 07, é indicado o momento em que se termina o funcionamento da furadeira, momento em que a argamassa aerada esta pronta.
Foto nº 07

Abaixo, na foto nº 08, mostro o final do processo, quando então a argamassa aerada deverá ser colocada nas formas.

Foto nº 08

Viram como é fácil de se fazer?

Agora, na foto nº 09, é mostrado o peso (1,390Kg) de um pavimento da “Caixa Novy” feito com argamassa de vermiculita com cimento. Esse pavimento tem 50 mm de altura.

Foto nº 09

OBS: Esse pavimento possui as seguintes medidas:  Diâmetro externo de 250 mm, com paredes de 25 mm. A área de cria possui o diâmetro de 100 mm. Esse pavimento em vermiculita com cimento possui 50 mm de altura externamente.

Abaixo, a foto nº 10 mostra o peso (1,000 Kg) de um pavimento da “Caixa Novy” feito com o concreto aerado. Esse pavimento tem 70 mm de altura externamente.  As outras medidas são idênticas á caixa feita com vermiculita com cimento.
 
Foto nº 10

Bom, vou ficando por aqui. Posteriormente vou atender aos pedidos e ensinar, passo a passo, como é feita, com essa argamassa aerada, uma “Caixa Novy”.

Abraços, Eurico – Sabará - MG

Eurico Novy
Rua São Marcos, 42 – bairro Roça Grande 
Sabará – MG - BRASIL
E-mail: oxenteuai@yahoo.com.br
euriconovy@yahoo.com.br

Sabará, 04 de março de 2011.

terça-feira, 16 de março de 2010

Colmeia Cappas de Parede ( Quadros Vivos )

Hoje, através do Grupo Abena, recebemos uma mensagem de um dos mestres da Meliponicultura, João Pedro Cappas e Souza, português, é biólogo e investigador autodidata, especializou-se em insetos sociais. Possui um museu vivo de insetos sociais chamado Insectozoo Cappas. Seu museu é o único da Europa onde se pode observar, ao vivo, cupins, formigas e abelhas sem ferrão no Velho Continente. O Museu do Cappas localiza-se na localidade  de Villa Ruiva, em Portugal.


Cappas conseguiu aclimatar com êxito, em Portugal, abelhas sem ferrão da espécie Mirim Guaçu (Plebeia remota) e agora está trabalhando com abelhas da espécie Mandaçaia (Melipona Quadrifasciata Quadrifasciata).
Cappas também é autor de traduções e interpretações apresentadas em  "Meliponicultura en el Códice Maya de Madrid" que são extremamente interessantes.

Mas vamos a mensagem do Cappas:

"Amigos

Envio fotos das minhas colmeias de parede, são colmeias embutidas nas paredes e que tem um vidro para podermos ver o seu interior. Todos os Brasileiros deviam ter uma colmeia dessas na suas casas. Fica muito bonito, decorativo, didáctico e serve para salvar as abelhas nativas.



Fica muito bem numa sala de visitas nas nossas casas. Não é qualquer um que tem um quadro vivo em casa. Isto devia se tornar moda ai no Brasil e em outros lugares. Eu colei os vidros acrílicos com fita, mas podem ser fixados com uma moldura de madeira. No acrílico existe um furo para se poder alimentar as abelhas e colocar abelhas dentro com o visor fechado.


Na foto acima podem ver o vosso amigo Cappas com as suas colmeias de Plebeira remota, a Mirim Guaçú. A colmeia é do tamanho de um tijolo de construção. Quando estavam a construir essa casa o Cappas ordenou que teriam de ficar sem alguns Tijolos, o construtor ficou com a cabeça cheia de !!!!!!!!! e de ???????????....


A colmeia superior é a colmeia mãe, a filha fica em baixo, foi uma divisão de Inverno com a colónia a hibernar. Na colmeia mãe havia uma Prisão Real com uma rainha virgem e duas elites bem definidas. 


Então eu separei uma elite com a Prisão real com rainha virgem e alguns potes para a colmeia filha.

Durante o Inverno as duas colónias ficam hibernando, a enxameagem só fica garantida na Primavera com a desibernação. Fiz isso para garantir a sobrevivência da rainha virgem. Hoje ambas as colónias fizeram seu voo de orientação, seu voo de enxameagem e até colectaram algum pólen.

Cappas "

Como mencionado anteriormente, todas as imagens e informações deste "post" foram retiradas de mensagem de João Pedro Cappas e Souza ao grupo ABENA, ou de páginas da internet aut0 referidas.