Todas as postagens desse blog, são de inteira responsabilidade do colaborador que a fez e refletem apenas a sua opinião.
Caso você tenha interesse em colaborar com esse Blog, por favor, envie uma mensagem para redator@ame-rio.org

Mostrando postagens com marcador Scaptotrigona xanthotricha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Scaptotrigona xanthotricha. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Salvamento de scaptotrigona

Faz um tempo o Ubiratã decidiu salvar estas abelhas
Estavam em Jacarepaguá, Rio de Janeiro
Dificil foi arranjar a motosserra.
Fica fácil descobrir o enxame
Fatia-se o tronco sem aprofundar o corte
Retira-se o alimento com cuidado descobrindo as crias
Faz-se a remontagem na nova caixa
Existindo muitos discos podemos dividir imediatamente
Antigos para uma caixa, novos na outra.... não dava para garantir nada
Nem rainha nem células reais..... depois vemos como vai ficar
A primeira caixa recebeu algumas campeiras e foi fechada para transporte
A cria nova ficou no local recebendo toda a população restante
Muita esperança que a rainha desentocasse e viesse com as nutrizes
Esperamos anoitecer e concluimos os trabalhos

Dois dias depois nada restava andando pelo tronco
Torcemos que as formigas não tenham se deliciado com as novinhas

Os forídeos já estavam se manifestando
Uma semana depois vemos as duas partes, futuramente duas colonias
Vemos descoberta uma cria mais antiga que não foi para a primeira caixa
Os forideos tem sido aspirados e colocamos uma isca com vinagre
Finalmente a alimentação em filete
Bonita entrada, tudo vai dar certo.....

Gesimar

Rio de Janeiro, Junho / 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Primeira promoção do Blog da AME-RIO

Olá pessoal! 


Vocês sabem o que ocorreu  no dia 26 de maio de 2010, por volta das 13 horas? Talvez para vocês não tenha sido nada marcante, mas para nós, do Blog AME-RIO, foi um grande acontecimento.
Por volta desse horário, o Blog da AME-RIO recebeu uma visita que para nós foi muito importante.


Foi  a trigésima sétima visita que recebemos nesse dia e foi feita por um amigo nosso, que acessou a Internet de São Paulo - Capital, mas a marca ficou, não por ser trigésima sétima visita do dia e, infelizmente, também  não foi pelo amigo que nos visitou, pois não conseguimos  saber quem foi.
Acreditamos que nosso amigo estava lendo a matéria que falava sobre a beleza das entradas dos ninhos das abelhas Mandaguari Amarela.(Scaptotrigona xanthotricha), pois essa era a matéria de ontem, dia 26 de maio de 2010.
Linda por sinal, a entrada do ninho de Mandaguari Amarela, uma corneta de cera clara, lotada de abelhas extremamente defensivas e que despejam uma forte carga de feronomios com cheiro de côco em qualquer vivente que ouse se aproximar demais. Depois do intruso marcado, um grande número de abelhas ataca-o a mordidas de suas fortes mandíbulas, enrolam em seus pelos e cabelos e tentam entrar nos ouvidos, narinas ou boca, causando tanto incomodo que faz com que o intruso se afaste. Mas as abelhas não desgrudam do coitado, perseguem-no em uma nuvem, as vezes por mais de cem metros.
Mas o que queríamos contar não era isso, o que foi importante para nós, é que o nosso amigo de São Paulo foi o mílésimo visitante do Blog da AME-RIO, contando apenas os que acessaram o blog aqui do Brasil. Vejam na imagem acima. 1000...  desde que começamos a controlar nosso tráfego, em 05/05/2010, infelizmente não sabemos quantas visitas tivemos anteriormente.


Por essa visita, nosso amigo paulista, vai ganhar apenas o nosso muito obrigado mas, para comemorar o acontecimento, estamos lançando um desafio para todos os nossos leitores. O leitor que nos enviar um e-mail, com a imagem de nosso contador de acessos, mostrando 5000 acessos no total, receberá além de nosso muito obrigado, uma colméia para Mandaçaias, em madeira de pinho, de fabricação do nosso amigo Walter Gressler (vazia é claro). 
A colméia será entregue na primeira reunião da AME-RIO após esse acontecimento. Mas não fiquem tristes, por ela vir vazia, se o felizardo ganhador quiser povoá-la com uma colônia de Mandaçaias,  poderá ser marcada uma visita ao Meliponário do José Winckler, em Rio Claro - RJ, no final da primavera, onde o ganhador participará de um desdobramento de uma côlonia de Mandaçaias e será aquinhoado com a colônia filha.
5000 acessos é o total que queremos,  contando a soma dos acessos do Brasil e de outros países. Se nenhum leitor enviar uma mensagem com a imagem dos 5000 acessos, passa a valer a imagem da menor quantidade de acessos, acima dos 5000, que nos for enviada. Se dois leitores enviarem imagens mostrando a mesma quantidade, vale o e-mail que tiver sido postado primeiro. O endereço do e-mail para envio da mensagem será divulgado tempestivamente, em nosso blog, e a imagem deve ser um "Print Screen" da tela.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Entrada de ninhos de Mandaguari Amarela

 Vocês tem alguma entrada de ninho de abelha que consideram realmente bonita? Para mim, a  entrada de ninho de abelha sem ferrão mais bonita é a da Mandaguari Amarela ou Scaptotrigona xanthotricha, quando a colônia está forte. Em meu meliponário eu tenho três colônias dessas abelhas, mas perto do sítio, existem várias outras. 


Eu cheguei a falar de minhas xanthotrichas, em mensagens ao grupo Abena e por causa disso, em meados de dezembro de 2009, eu recebi um e-mail de uma menina, com os seguinte teor: "Sou estudante de pós graduação e estou realizando um estudo sobre a diversidade genética da espécie Scaptotrigona xanthotricha, a mandaguari amarela. Preciso saber se o senhor ainda tem a mandaguari, onde ela foi coletada e se poderia disponibilizar pra mim alguns adultos pra eu realizar meu estudo. Ressalto que o meu trabalho tem como objetivo a conservação desse grupo tão ameaçado pelo desmatamento das áreas de Mata Atlântica."
Como eu sempre gosto de ajudar estudantes e também tenho como objetivo a conservação de abelhas, eu acedi ao pedido e solicitei que ela me instruísse como proceder para fazer as coletas dos espécimes para estudo.
Ela pediu que eu coletasse em torno de 20 abelhas adultas de cada colônia e que fizesse a localização, georeferenciada se possível, de cada colônia, além disso me enviou tubos de ensaio e alcool isopropilico, para conservação das amostras. Foi a única coisa que me deixou triste, seria preciso sacrificar os espécimes para estudo. Bem, tudo em nome da ciência.
Só no início de janeiro, eu fui até Rio Claro, onde tenho minhas abelhas, preparei um funil, com a parte de cima de uma garrafa de refrigerante grande (2 litros) e uni o bico do garrafa grande a uma garrafa plastica de meio litro e fui tentar pegar os espécimes, não deu muito certo, pois as abelhas se negavam a entrar no funil, precisei cobrir o funil  e parte da garrafa pequena com plástico preto para que as abelhas atraídas pela claridade no final da armadilha, entrassem na garrafa, só assim consegui fazer as coletas.
A coleta das três primeiras colônias até que foi fácil, pois elas embora ainda estejam nos troncos, os troncos estão em  cima de uma laje no sitio onde tenho o meliponário. Só para vocês saberem, eu não pretendia ter retirado essas abelhas da natureza, mas o dono das terras onde elas estavam resolveu  desmatar um pedaço de terra, para aumentar o pasto e derrubou várias árvores entre elas aquelas onde estavam estas três colônias, não consegui convencê-lo de manter as árvores, mas ele acedeu em deixar-me ficar com as abelhas, é claro que ainda tive que deixar um presentinho, pois a intenção dele era retirar o mel e colocar os troncos a secar para fazer lenha.
Já as outras colônias, estavam e ainda estão localizadas em árvores vivas, que não estão correndo perigo imediato de serem derrrubadas. A arvore aí em cima, está localizada a beira de um barranco de mais de oito metros de altura, que na foto não aparece por causa do capim, mas se alguém pisar nesse capim em frente a entrada da Mandaguari, vai cair oito metros para baixo.  Foi por isso que só fotografei de lado e não de frente, para fazer a coleta, me apoiei na árvore e levei o braço até a entrada da colônia.
Esta outra colônia está localizada em uma árvore que fica bem na beira da estrada e deve ter mais de 80 cm de diâmetro, a entrada da colônia fica mais ou menos a uns 90 cm de altura e há algum tempo eu tentei forçar uma divisão dessa colônia, colocando uma caixa em frente a boca e obrigando as abelhas a passar por dentro da caixa. Não deu certo porque eu não fiz uma boa cobertura e entrou água de chuva  na caixa, eu também tentei fechar a entrada com barro e as abelhas retiraram o barro, e só o que eu consegui foi transformar a entrada em duas, mas a colônia é uma só. Acredito.

A foto acima não está fazendo juz a essa abelha, talves do grupo apresentado seja a mais forte, está localizada em uma árvore de mais de metro de diâmetro, um monjoleiro que fica dentro do sítio de um amigo nosso. Essa abelha já está lá prá mais de 20 anos e já retiraram mel dela várias vezes e ela sempre se voltou, eu estou tentando convencer  o dono a deixá-la quieta, mas ele diz que vai ter que tirar a abelha, pois ela está incomodando os animais, não acredito muito, acho que ele está querendo é pegar o mel. Por enquanto ele ainda está aceitando meu pedido de deixá-la quieta, mas de vez em quando ele diz que se eu não tirar ela de lá, ele vai tirar. Estou pensando em tentar aplicar a técnica da janela, fechando depois a árvore, mas só em último caso.
Esta abelha também está em uma árvore a beira do caminho, só que é um caminho onde passa pouca gente, então ainda não está incomodando, só em época de enxameação é que elas assustam o pessoal que passa. Ela está localizada bem perto do chão, no máximo 15 cms, mas é um barranco que fica mais ou menos 80 cms acima do caminho, a boca da colônia está voltada bem para o caminho.

Bem a dificuldade que eu mencionei para coleta de espécimes das outras colonias, não foram tanto pelas abelhas, e sim por elas não estarem muito perto e em locais razoavelmente acidentados, isso fez que eu precisasse movimentar bastante este corpo em forma que tenho, forma de barril ou de pera, ainda não sei bem. Com minha falta de ar constante, vocês já viram. Pior foi que devo ter passado quase uma semana cheirando a côco, de tanta resina que as mandaguaris me jogaram, além de terem se apaixonado por mim e ficarem horas me rodeando.

Bom, com isso eu mostrei as entradas das minhas xanthotrichas e contei para vocês que elas estão ajudando alguém a fazer seu trabalho de pós graduação. Tomara que as amostras que enviei tenham chegado em bom estado e que realmente sejam úteis para o trabalho dessa menina e que isso venha aumentar os nossos conhecimentos sobre esse tipo de abelha. Tenho a promessa de que assim que o trabalho for publicado, vou receber uma cópia. Se me derem autorização, com certeza, vou dividi-la com vocês.

uga