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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Fotos de abelhas

Amigos da AME-RIO e Internautas,

O nosso amigo Christiano Figueira, é colaborador antigo de nosso site, mas, atualmente, faz bastante tempo que ele não nos brinda com uma postagem. Hoje ele nos enviou um e-mail, com algumas fotos tiradas por ele depois de sua ultima aquisição e como gostei muito delas, resolvi dividi-las com vocês.  Vejam a mensagem do Christiano:

Olá  amigos.

Comprei uma maquina digital e gostaria de compartilhar estas fotos de perfil que tirei das minhas abelhas aqui em casa. Fiquem a vontade para postar no blog, facebook ou enviar por email. Algumas eu postei no meu blog, na barra lateral.

Abraço

O Christiano é meliponicultor, coordenador do projeto Natureza Doce, do Parque Estadual da Pedra Branca, colaborador da AME-RIO e tem um blog muito interessante, chamado Abelhas do Brasil:

Deliciem-se com as fotos do Christiano. Tomara que ele continue nos oferecendo fotos com essa qualidade.

UGA

José Halley Winckler


Abelha vigia de Uruçu nordestina (Melipona scutellaris)

Novamente a vigia de Uruçu nordestina

Abelha mandaçaia (Melipona quadrifasciata anthidioides) na entrada da colônia.

Abelhas Iraí (Nannotrigona testaceicornis), no canudo de entrada da colônia

Vigia de mandaçaia  espiando para fora da colônia.

Detalhe de abelha Iraí, reforçando o canudo da entrada.

Novamente a vigia mandaçaia, tomando conta da entrada.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Interação de Iraís com formigas

Amigos da AME-RIO e Internautas.

Há algum tempo nossa diretora de Patrimônio, a Julia Galheigo, vem pedindo para que seja feita uma postagem, mostrando a interação estranha que acontece com as abelhas de uma colônia de Iraís (Nannotrigona testaceicornis), que está localizada no pátio da escola onde a Júlia trabalha, a Escola Técnica Estadual República, do Rio de Janeiro.


As abelhas fizeram seu ninho no chão da quadra de esportes que, naquela escola é cimentado, mas através de uma fresta no concreto elas devem ter chegado em algum oco abaixo do calçamento e aí conseguiram desenvolver uma colônia. Apesar de pisada a toda hora e de volta e meia ter seu pito arrancado ou fechado pelos alunos da escola, essa colonia já está alojada ali, há mais de dois anos.

A Julia nos disse que as iraís são bastante intrigantes e que a cada dia fico mais surpresa ao observá-las, principalmente pela simbiose que elas mantém com as formigas. As duas espécies parecem conviver plenamente, principalmente no inverno, estação em que as abelhinhas alimentam as formiguinhas. "Não sei dizer se o pólen que elas fornecem para as formiguinhas já está processado... enfim, só sei que elas trazem as bolinhas de pólen de dentro da colônia e entregam no lado de fora para as formiguinhas e estas carregam as bolinhas de pólen oferecidas pelas formiguinhas, em contrapartida, nenhum outro inseto ou seja lá o que for, chega perto das abelhinhas, porque estas formiguinhas fazem carreiro por perto e sempre estão protegendo as abelhinhas. É super interessante ver isso ao vivo.Com isso as crianças lá da escola aprenderam o que é simbiose e olhe que eles só tem de seis a oito anos. E elas estão aprendendo a não mexer nas fomiguinhas, porque são amigas, principalmente agora no inveno. Isso é uma lição de vida".



Espero que vocês tenham gostado do vídeo que a Julia gravou. Ela nos disse também que tem algumas bolinhas desse pólen e que gostaria de levá-las à laboratório para ver o que são na realidade (se são só pólen ou se tem algum fungo ou outra substância agregada); se alguém se dispuser a fazer isso, ela pode enviar via correio.

Ela também nos contou que ganhou uma isca em garrafa PET e levou para a escola, pois um outro enxame de Iraís estava já uns três dias no mesmo local, em um muro da escola. Ela levou a isca preparadinha para elas e fez um pito, de cera delas mesmo. Moral da história, no dia seguinte, as formigas foram lá para dentro e fizeram aquela crosta com as Iraís. A Júlia disse que pelo que ela viu, as abelhas trazem a resina a e as formigas fazem o revestimento. Enquanto elas estavam no muro ela não estava entendendo bem e só depois da PET é que chegou a essa conclusão. Porque no muro as formigas ainda tinham que abrir um buraco para as abelhas morarem, as formigas é quem tiram a terra, aí entra o trabalho conjunto das formigas com as abelhas, preparam o batume que vai separar os ninhos de ambas. Depois as abelhas sustem o formigueiro, conforme o filme que ela fez do chão da quadra com elas.

Estamos aguardando alguém que possa ajudar a Júlia a levar o pólen que as Iraís oferecem para as formiguinhas, a um laboratório. E também que possa explicar melhor a interação entre as Iraís e as formigas.

UGA
Redator AME-RIO