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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Instalação do Meliponário do Parque Chico Mendes

Amigos da AME-RIO,


Hoje eu  vou contar alguma coisa, de como se deu a instalação das primeiras colônias do Meliponário no Parque Chico Mendes. 


Depois daquela primeira visita, que descrevi na postagem anterior, mantivemos contatos constantes com a Coordenação do Mosaico de Áreas Protegidas do Rio de Janeiro e no dia 4 de junho de 2012 a AME-RIO recebeu o sinal verde do Mosaico Carioca, para a efetivação de nosso acordo com os parques. No dia 7 de junho, enviamos nossa proposta formal de Parceria com o PNM Chico Mendes e também com o PNM de Marapendi.

A partir daí, passamos a conviver com a ansiedade da Maíra, que queria ver as abelhas instaladas nos parques o mais rápido possível. Mas ela entendeu quando expliquei que trabalhar com abelhas, não é o mesmo que pegar um cachorrinho numa loja PET e levar para casa na mesma hora, era preciso ter os suportes preparados para receber as colônias, as colônias teriam que ser escolhidas e revisadas, para termos certeza que estaríamos trazendo colônias viáveis e que vão se desenvolver bem no novo ambiente. Marcamos o dia 12 para instalação dos novos meliponários, por ser um dia livre para o Christiano Figueira, que estava nos apoiando.

O Mosaico Carioca e os parques ficaram de instalar os suportes, com isso a AME-RIO só traria as colônias. As abelhas viriam de um meliponário que mantenho em Rio Claro - RJ e fiquei de ir até lá no final de semana, escolher meia dúzia de colônias de mandaçaias (três para cada parque) e trazer para o Rio de Janeiro. Infelizmente esfriou e choveu o final de semana inteiro e eu não consegui cumprir o prometido, mas segunda feira o dia abriu com um sol maravilhoso e uma temperatura bastante amena, com isso eu resolvi  encarar a viagem de 160 km, na tarde de segunda, escolher as abelhas, fechar as colônias no inicio da noite e voltar para o Rio com as abelhas.

Bem, eu fui, mas não tinha andado nem 80 km, quando o tempo começou a fechar, iniciou uma ventania e cheguei ao meu meliponário debaixo de uma chuva forte. Esperei que passasse para poder fazer uma revisão nas abelhas, mas isso não ocorreu e acabei escolhendo 6 caixas que lembrava estarem boas. Casa de ferreiro espeto de pau, se eu mantivesse um histórico completo das colônias, teria certeza do que estava trazendo, mas infelizmente a gente incentiva os outros a fazerem isso e, em casa, acaba não executando as práticas que aconselhamos. De qualquer forma, fechei as caixas ao escurecer, embalei da forma que deu, coloquei dentro carro e voltei para o Rio de Janeiro.

Dia 12 amanheceu chovendo e por causa da chuva dos últimos dias e outros compromissos, os suportes não ficaram prontos, o Christiano também teve um contratempo e teve que trabalhar, com isso remarcamos para instalar no dia 13. No dia 13 também ainda não tínhamos suportes, mas conseguimos combinar com o Antonielli, da SMAC (Secretaria do Meio Ambiente) do Rio de Janeiro, de ir até uma madeireira e comprar  moirões de eucalipto tratado para fazer os suportes, marcamos para a tarde, mas quando chegamos na madeireira escolhida não tinha os moirões, fomos em outra tinha mas não para pronta entrega, procuramos uma terceira e foi a mesma coisa, eu já estava vendo que iria anoitecer e a gente não conseguiria instalar, então eu pedi para o Antonelli comprar caibros de 5x5cm para fazermos suportes provisórios, senão as abelhas iriam dormir dentro do carro pela terceira vez. Fizemos isso e fomos para o PNM Chico Mendes, chegamos lá por volta das 16 hs e ainda fomos instalar os suporte.

Meliponicultor Christiano e o Antonelli , instalando o primeiro suporte.

Christiano, cavando para instalação do segundo suporte.

Contando com ajuda do Dário, vizinho do Christiano, que estava nos ajudando.

Dário e Christiano amarrando a cobertura da primeira caixa.


Segunda caixa instalada.

Terceira caixa instalada e os biólogos Uily e Bruno, do PNM Chico Mendes

Depois disso saímos correndo para o Parque Natural de Marapendi, pois já estava passando da hora de fechar os parques e ainda precisávamos instalar as abelhas de lá. Mas isso já é outra história e vai merecer outra postagem.

A fotografia anterior não é do dia da instalação, já é do dia 15, quando fui revisar e alimentar as abelhas. Nessa revisão descobri que, das colônias instaladas no PNM Chico Mendes, uma estava bastante forte (Caixa azul - segunda caixa instalada), outra era uma colônia bem desenvolvida (terceira caixa instalada) e a outra vai exigir alguns cuidados maiores, pois a população de abelhas está pequena.

Biólogo Bruno, com pessoal de apoio, que também quis conhecer as abelhas.

Também resolvi aparecer em uma foto, ao lado da colônia mais forte e do pessoal de apoio.

No dia 19, quando fiz essas duas últimas fotos, eu alimentei as abelhas e aproveitei para trocar de posição a caixa mais forte, com a caixa mais fraca, de forma a liberar um número maior de campeiras para essa última, agora é acompanhar de perto.

Nunca tive nenhum problema ao fazer a troca de lugar com as minhas abelhas, mas no meu meliponário as abelhas ficam bastante próximas uma das outras, cerca de 20cm, como pode ser observado na próxima foto, com isso acho que elas já formaram um comunidade, não tendo problemas de uma abelha entrar na caixa de outra colônia. Como as do PNM Chico Mendes vieram de lá, acho que não vamos ter problemas.

Bateria de caixas do meliponário em Rio Claro

Na foto acima eu mostro uma das minhas baterias de caixas, já desfalcada de duas das colônias que eu trouxe para os parques. No meu meliponário, eu não amarro as coberturas, uma pedra é suficiente para as lajotas não voarem com um vento mais forte, mas nos parques é preciso amarrar, para que as crianças ou curiosos não retirem as coberturas.

Agora a próxima etapa, para aumentar a quantidade de abelhas no meliponário do parque é preparar iscas, de forma a capturar abelhas nessa próxima primavera. Também estamos aceitando doações ou empréstimo de colônias de abelhas sem ferrão para diversificar o meliponário do parque. Se alguém quiser nos ajudar, por favor, entre em contato.

Bem, por hoje é só, outra hora faço uma postagem mostrando a instalação do meliponáro no PNM de Marapendi.

UGA,

José Halley Winckler

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

CURSO DE MANEJO DE ABELHAS SEM FERRÃO - 2O12 - Primeira Aula

Uma estória real e engraçada que ocorreu na AME-RIO:

CERTA VEZ, num encontro da AME-RIO , chegou uma PROFESSORA de TERESÓPOLIS, RITA, desejava ser sócia e se tonar meliponicultora.....

Ótimo,... teríamos mais uma meliponicultora no pedaço,

Já inscrita, estávamos todos da AME-RIO fazendo manejo de uruçu amarela, praticando ao vivo, uma divisão.

Ao retirar o disco mater, o que provavelmente originaria a rainha, passei-o as mãos da Rita e perguntei:

- sabem quantas abelhas nascerão deste disco? 

Nem ela, nem nenhum dos presentes tentou responder a pergunta. Em sequência,  para que ficasse  dentro do contexto, eu disse à jovem professora:

- Pode contar!

A Rita muito assustada imediatamente respondeu:

- Mas,  TUDO ISTO, professor ?

Com papel e lápis, a professora pacientemente contou.... e errou. Eu  sentei-me ao lado e ensinei-lhe a MANEIRA RÁPIDA DE  contar células em um disco de postura, com a mesma paciência contei 507 células (vejam que a memória ainda é boa), ela aprendeu a contar e eu tratei de arranjar mais dois discos, para que fizessem uma população  de 1200 a 1500 abelhas. NECESSÁRIAS  às substituições das 6000 campeiras que estavam sendo passadas ao jovem enxame e que, na maioria, estariam mortas dentro de 50 dias.

Muita gente acha um grande feito, fazer um novo enxame com um disco apenas,  ou mesmo sem nenhum disco, mas não é. Estaremos gerando um novo enxame carente, onde precisaremos oferecer alimento, reforço de discos de cria, etc, etc, só corrigindo um erro inicial. 

Então os meus alunos e eu próprio  aprendemos a avaliar cada disco, com erro não maior que 10%, sem mais precisar contar, mas até hoje, conto as células dos discos no computador e, não raro, no dia seguinte dou mais um disco ao jovem enxame....

E é isto que lhes estou pedindo e saibam que nunca mais esquecerão o número de células de um disco de primavera, de um enxame saudável de mandaçaias.
Dificilmente encontrarão outro maior em enxames normais... vejam que interessante.

Este trabalho, no curso, faremos em 5 minutos, em cada espécie estudada, cinco minutos que nos ajudarão pro resto da vida de meliponicultor...um item básico para avaliar corretamente as expectativas de uma desdobra em qualquer caixa racional.

No disco da foto esta gravado nome da Julia, mas a pergunta é para todos.

Vamos ver quanto tempo demora para saber quantas células tem cada um dos discos das fotos. No computador é mais fácil, mas continua sendo importante a tal contagem de avaliação.

Muitos são veteranos, fizeram dezenas de multiplicações e nunca contaram um só disco.

Garanto-lhes, ou tiveram muita sorte, ou aprenderam uma maneira de avaliação com seus próprios erros,  ou muito trabalho para vingar seus enxames.

Abraços.

Pedro Paulo Peixoto
meliponario-escola



Associados da AME-RIO e Abenautas de todos os estados, que queiram inscrever-se neste Curso pela internet, poderão fazê-lo ate o dia 20 de dezembro de 2011, diretamente no email:


sábado, 26 de março de 2011

Abelhas e Amigos - O Rei das Jataís ou o Grande Cicerone

Amigos da AME-RIO e Internautas,


No inicio deste mes, eu fiz uma viajem a Santa Catarina, viagem de férias, para descansar uma pouco, mas de repente me bateu uma saudade das abelhas e resolvi procurar meliponicultores da Região. E foi até fácil, eu estava em Laguna, na casa de parentes, mas sabia que bem perto dali, viviam dois meliponicultores de primeira, que foram os fundadores do Grupo ABENA.

Nem pestanejei, liguei para o Jean e combinei um  passeio, para conhecer alguns criadores de abelhas sem ferrão. Ele preparou um roteiro que ficou muito bom, primeiro eu passei em Morro da Fumaça, uma município que fica entre Laguna, onde eu estava e Criciúma onde o Jean mora. Lá eu conheci o Jeferson Piva, que além de me mostrar suas abelhas, ainda se deu o trabalho de me levar até a casa do Jean.

Quando eu cheguei na casa do Jean, sua família estava se preparando para ir para o sítio e queriam que o Jean fosse junto. Ele até ficou sem jeito, mas no fim combinamos que ele me mostraria suas abelhas, me levaria até a casa do Reginaldo e depois a casa do Jorge Venson, depois eu o levaria até o sítio para encontrar sua família.

Foi um dia maravilhoso. Descobri que o Jean é o Rei das Jataís, no jardim em frente sua casa tem uma grande quantidade de caixas com Jataís (Tetragonisca angustula), mas dizem que na parte de traz ele esconde muito mais. E não são Jataís fraquinhas, não, são colônias muito bem desenvolvidas e com uma grande quantidade de abelhas tomando conta do pito de entrada.

São muitas Jataís
Tetragonisca angustula








Tem até Jataí engarrafada.

E vai ficar assim até o verão.

Mas o Jean também tem Mandaçaias
Melipona quadrifasciata, quadrifasciata

Enxame novo em desenvolvimento.

Outro enxame em desenvolvimento.

Mais outro

E Guaraipos.
Melipona bicolor schencki

Aqui outra Guaraipo

Esta, está um pouco mais desenvolvida.

Uma das coisas que o Jean gosta de mostrar, são as caixa construidas com concreto celular, que ele compra em blocos, corta como madeira e monta as caixa, usando cimento cola, para unir os pedaços.
Para a tampa ele usa os pedaços que invariavelmente, acabam sobrando, moe estes pedaços e adiciona cimento e não sei se vermiculita ou isopor, só sei que fica uma tampa um pouco mais pesada do que se fosse feita apenas de concreto celular, e o Jean consegue usar todas as placas compradas, não deixando nenhum resíduo.








Abaixo vemos uma caixa de concreto celular, povoada com uma colônia de Guaraipos, na casa do Jean.








Abaixo uma caixa de concreto celular povoada com uma colonia de Mandaçaias, essa caixa não está na casa do Jean, essa caixa é do Jorge.






Eu ainda ganhei duas mudas de amor agarradinho e depois fui levado à casa do Reginaldo, pelo Jean pelo Jeferson, vocês já devem ter visto essa postagem, se não viram teclem na imagem abaixo.

Jeferson, Jean, Reginaldo e Winckler

Na casa do Reginaldo tinha uma piscina.

Enquando o Reginaldo me mostrava uma colonia de Manduris.
Melipona Marginata

O Jean, deu uma de salva-vidas e retirou uma princesa de manduris da piscina.

Depois da visita ao Reginaldo, o Jean me levou para conhecer o Jorge Venson, da qual eu já fiz uma postagem também, se vocês ainda não viram, teclem na imagem abaixo.

Jean, Winckler, Jorge e Jeferson.

Saímos da casa do Jorge, já a noite estava chegando, ainda fomos até Morro da Fumaça, deixar o Jeferson, depois disso rumamos para Santa Rosa de Lima, o Jean queria me apresentar o Guido Defrein, infelizmente, quando chegamos lá o Guido não estava, mas o Paulo seu filho, fez questão de mostrar suas abelhas, mas como era noite e já estava chovendo, eu abri mão de ver as abelhas, ainda assim o Paulo fez questão de abrir uma caixa de Manduris, que tem duas rainhas. Pena que eu não estava com câmera na mão naquela hora.

Ainda encontramos o Guido que estava jantando em uma pizzaria próxima.

Já era quase dez horas da noite, mas o Jean ainda fez questão de me levar até a casa do Flavio, que mora perto de Anitápolis, pois ele queria que eu conhecesse suas abelhas. Infelizmente estava muito tarde para isso, mas gostei muito de conversar com o Flavio.

Eu ainda ia levar o Jean em casa, mas como o Flavio se ofereceu para fazer isso, eu deixei os dois conversando e voltei para Laguna, rapidinho, senão o Jean resolvia me apresentar outros meliponicultores ainda.

Eu descobri que o Jean gosta mais de mostrar os Meliponicultores com que ele convive, do que suas abelhas. Eu achava que ele gostava de abelhas, mas nesse dia fiquei sabendo que o que ele gosta mesmo é de gente e de fazer gente evoluir. O Jean é uma das pessoas que querem melhorar o mundo, para a gente e para isso ele utiliza a meliponicultura, como ferramenta.

Obrigado Jean, por  me aturar tanto tempo, e por você ser quem é, esse dia foi um dos melhores que tive, desde que comecei a conhecer as abelhas sem ferrão.

Uga,

José Halley Winckler

domingo, 20 de março de 2011

The Bee Man, no Rio de Janeiro

Amigos da AME-RIO e ABENAUTAS

Felizmente os "detetives" da nossa associação, depois de longas buscas, conseguiram localizar o hotel, em que se hospedava o nosso amigo australiano, o Robert Luttrell,  o Bob the Bee Man, na manhã deste sábado, o Medina e sua família meliponicultora buscaram o Bob no hotel e o trouxeram de carro até ao Meliponário- Escola.

Já estávamos iniciando a reunião quando eles chegara e o Bob foi recebido com uma salva de palmas, realmente, emocionante e espontânea. Que alegria......

Feitas as apresentações de praxe, pelo Presidente da AME-RIO, convidamos ao Bob a fazer a palestra prometida, que acabou sendo feita em inglês, com a tradução para o português feita de imediato, por um excelente tradutor, o Flavio Geo, nosso associado, que se vê na foto ao lado do Bee-Man.

Com muita descontração o palestrante fluiu em detalhes sobre as abelhas australianas, falou das diferenças e teceu comentários de como estão atrasados os estudos científicos sobre ASF por lá.

Acabada a palestra fomos todos almoçar numa boa churrascaria local, também vai uma foto da mesa com Bob e os demais associados.

Voltando do almoço nada melhor do que iniciar pelo manejo da caixa com mandaçaias, que desde as primeiras horas estavam lá postas , aguardando a colheita de mel.

O Bob foi convidado a empunhar o extrator tupiniquim (tampinha milagrosa), e colheu o delicioso mel das mandaçaias.

O Bob colheu um vidro, e depois colhemos com os outros extratores, o manual do Medina, com bomba a vácuo, e o elétrico, também feito pelo Medina.

O Bob fez questão de experimentar o uso de todos os extratores. Ao todo foram colhidos 3 vidros de 250 gramas e mais um pouquinho num quarto vidro.

Desta caixa colhemos todo o mel, pois desejávamos fazer a transferência do enxame, da caixa já apodrecida para outra nova e de tamanho mais apropriado para a espécie.

Operação feita com muita correção pelo vice-presidente Andreas, acompanhado pela atenta observação do Bob.

Nestas alturas até os micos estrela que freqüentam as árvores e a varanda de nosso Meliponário Escola, sendo observadores constantes de nossas reuniões, estavam curiosos.

E o Bob não se fez de rogado, lá se foi... dialogar e fotografar a inesperada visitação...

Também a nossa câmera flagrou o momento descontraido do nosso amigo australiano, vejam nas fotos.

Depois tivemos uma palestra sobre o Projeto Uruçus Amarelas, já em ampla sala, interna, onde se fizeram as projeções das imagens das colmeias, em várias fases, do Projeto Uruçu Amarela.

Belas fotografias, sempre comentadas pelos participantes e com perguntas dos mais curiosos, incluindo nestes, o Bob, que chegou a visualizar realeiras em vários potes de mel.

Realmente as formações tinham aparência de realeiras, mas são apenas acúmulos residuais de cera, em forma de bico, formação sempre encontrada nos potes das uruçus amarelas.

FINALMENTE FOMOS PARA A PENÚLTIMA ETAPA PROGRAMADA: O concurso de mel.

Daí, novamente, demos trabalho braçal ao "reluzente" Bee-Man , com seu colete australiano, cheio de imagens de abelhas, discos, ninhos, entradas etc, tem de tudo naquele colete...

Um belo enxame de uruçus amarelas, cheio de potes de mel, que seria colhido pelo ilustre visitante, o Bee-Man e assim colheu rapidamente um vidro de 250 gramas do precioso mel. O Bob contou os potes onde retirou mel, 26 no total.

Então ja estavamos com todas as amostras de méis necessárias para o concurso, e assim os méis foram posicionados em mesas, com a mesma identificação na célula de julgamento, também nos anexos.

Ligeira explanação de como deveríamos desenvolver a degustação e por meia hora divagamos entre os potes de méis, cada um de nossos juízes (participantes) provando e fazendo exclamações de satisfação e os inevitáveis comentários: "hum...", "este é delicioso...", "uma acidez no ponto certo...", "este tem um gostinho de quero mais", etc, etc..., comentários que em concursos oficiais são terminantemente proibidos, mas não neste , onde fazíamos uma gostosa festa entre amigos...

Finalmente foi feita a apuração do resultado, sagrando-se Campeão o mel de uruçus nordestina, trazido pelo Flavio Geo, do sertão de Pernambuco. O mel de mandaçaias, colhido pelo Bob, ficou em segundo lugar, realmente este estava com uma deliciosa acidez, que, no meu paladar, ficou em primeiro lugar.

A melhor fase, o próximo passo do concurso: cada um iria degustar o mel que apontou como o melhor, cobrindo um delicioso queijo catupiry. E assim foi feito.

Finalmente sorteamos entre os presentes as sobras os méis que foram a julgamento, uma total satisfação.

A última etapa programada foi a distribuição de colméias da AME-RIO, do Projeto Mandaçaia, o único que quis receber suas duas colméias, neste dia, foi o Dr. Sérgio Magarão, ex-reitor da Universidade do Rio de Janeiro.

Foram feitas as despedidas e todos se foram... torcendo que, chegue logo o nosso próximo encontro.

O Bob ainda recebeu um vidro do delicioso mel de mandaçaias que colheu e foi levado de volta ao hotel por nossa associado José Winckler, que prometeu acompanhá-lo até um shopping, pois ele pretendia comprar um novo carregador para seu notebook.

Abraços a todos,

Pedro Paulo Peixoto