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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Abelha Guaraipo (Melipona bicolor bicolor

Amigos da AME-RIO e Internautas,

Hoje, o Carlos Pereira, um associado recente da AME-RIO, perguntou se alguém tinha imagens da Melipona bicolor bicolor.

Fui procurar na Internet e vi que a maioria das imagens que aparece é de uma outra espécie afim, a Melipona bicolor schenki, que é natural do sul do Brasil, mas também existe em matas altas e úmidas da região sudeste.

Ja a Melipona bicolor bicolor é mais encontrada na região sudeste. É é uma abelha muito bonita, parecida com a jandaira nordestina e que ainda encontramos nas matas do Rio de Janeiro, eu pessoalmente sei de um ninho no Parque Estadual da Pedra Branca e participei da transferência de troncos para caixas racionais, de duas Guaraipos, isso em Paty do Alferes, junto com os amigos Heraclito Sette e Luiz Santos, este último tem um sítio nessa cidade.

Luiz, Heráclito e Tibúrcio.

Para o pessoal que quer conhecer a guaraipo, eu tenho um vídeo, bem fraquinho, mas que mostra algumas abelhas tentando recolher cera de resíduos da transferência que fizemos. Não liguem para o som de fundo, são nossos amigos Heráclito e Luiz, conversando sobre outras abelhas que também foram transferidas naquela ocasião.



Um dia desses eu tomo vergonha e faço uma postagem completa daquela transferência, enquanto isso eu deixo com vocês as informações colhidas no Laboratório de Abelhas da USP.

UGA
José Halley Winckler
Rio de Janeiro




Nome popular : GUARUPU
Taxonomia
· Hymenoptera
. Apoidea
. Apidae
· Meliponini
Nome científico: Melipona bicolor bicolor (Lepeletier, 1836)
Nome popular: Guarupu (www.webbee.org.br)
Distribuição geográfica
Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo (Silveira et al., 2002).
Referência
Silveira et al., 2002. Abelhas Brasileiras. Belo Horizonte.
Ecologia
É a única espécie de Melipona estudada até o momento que é facultativamente poligínica, isto é, os ninhos podem ter uma ou mais rainhas fecundadas atuando na postura. Favos horizontais ou helicoidais, com invóluvro. Os potes podem ser grandes, com mais de 4cm de diâmetro; o tamanho dos potes varia com o estado da colônia. Os machos têm olhos pretos ou esverdeados. A coloração das abelhas pode variar de amarelada até bem mais escura; Melipona bicolor schenki Gribodo 1893, que ocorre no Sul do país, é de cor grafite a negra. Esta abelha geralmente faz seu ninho na base das árvores, mas eventualmente é encontrada em ocos no alto das árvores. Outrora abundante na Mata Atlântica, foi a Melipona mais coletada por Wilms et al. (1996) na Estação Biológica de Boracéia. Está na lista das espécies ameaçadas de extinção do Paraná, presumivelmente em extinção em Minas Gerais e vulnerável no Rio Grande do Sul.
Referência
Wilms, W.; Imperatriz-Fonseca, V. L.; Engels, W.1996- Resource partitioning between highly eusocial bees and possible impact of the introduced honeybee on native stingless bees in the Brazilian Atlantic rainforest. Stud. Neotrop. Fauna and Environm., v. 31, p. 137-151.

Fotos de espécimes da coleção
operária - vista frontal
operária - vista lateral
operária - asa
operária - perna posterior
macho - vista frontal
macho - vista lateral
Fotos: Sylvia Maria Matsuda - Laboratório de Abelhas
Fotos da entrada e do interior do ninho
entradas
Fotos: Laboratório de Abelhas
entrada
interior do ninho
Fotos: Tom Wesenlers


Plantas utilizadas por esta espécie para forrageamento
  • Aegiphila sellowiana
  • Allophylus petiolulatus
  • Aloysia gratissima
  • Baccharis megapotamica
  • Baccharis spicata
  • Baccharis tridentata var. subopposita
  • Baccharis uncinella
  • Bathysa australis
  • Bathysa meridionalis
  • Begonia boraceiensis
  • Begonia fischeri
  • Begonia fruticosa
  • Begonia luxurians
  • Behuria semiserrata
  • Borreria radula
  • Borreria verbenoides
  • Borreria verticillata
  • Calea phyllolepis
    Campomanesia phaea
  • Casearia sylvestris
  • Clethra scabra
  • Cordia trichoclada
  • Cosmos sulphureus
  • Croton cf. paulistianus
  • Croton floribundus
  • Croton priscus
  • Cupania oblongifolia
  • Cupania vernalis
  • Cupania zanthoxyloides
  • Cyphomandra corymbiflora
  • Dalbergia frutescens
  • Elephantopus mollis
  • Escallonia bifida
  • Eugenia reitziana
  • Eupatorium gaudichaudianum
  • Eupatorium inulaefolium
  • Eupatorium nummularia
  • Eupatorium tweedianum
  • Eupatorium velutinum
  • Hemerocallis flava
  • Ilex microdonta
  • Ilex paraguariensis
  • Inga lenticifolia
  • Inga marginata
  • Lamanonia speciosa
  • Laplacea semiserrata
  • Machaerium oblongifolium
  • Miconia cabucu
  • Miconia cinerascens
  • Miconia fasciculata
  • Miconia inaegidans
  • Miconia theaezans
  • Mikania burchellii
  • Mikania conferta
  • Mikania involucrata
  • Mikania paranensis
  • Mimosa scabrella
  • Mitracarpus hirtus
  • Myrceugenia euosma
  • Myrceugenia miersiana
  • Myrcia arborescens
  • Myrcia laquotteana
  • Myrcia obtecta
  • Myrcia pubipetala
  • Myrcia tomentosa
  • Ocotea dispersa
  • Ocotea glaziovii
  • Orthosia urceolata
  • Paullinia carpopodea
  • Piptocarpha axillaris
  • Piptocarpha oblonga
  • Psychotria cf. velloziana
  • Psychotria longipes
  • Psychotria suterella
  • Psychotria velloziana
  • Rapanea umbellata
  • Rubus rosaefolius
  • Sclerolobium denudatum
  • Senecio brasiliensis
  • Serjania gracilis
  • Serjania multiflora
  • Solanum aff. diflorum
  • Solanum cf. falcatum
  • Solanum concinnum
  • Solanum gemellum
  • Solanum inaequale
  • Solanum megalochiton
  • Solanum variabile
  • Solidago chilensis
  • Struthanthus concinnus
  • Struthanthus confertus
  • Symplocos variabilis
  • Tibouchina granulosa
  • Tibouchina sellowiana
  • Verbena cf. alata
  • Vernonia cf. puberula
  • Vernonia diffusa
  • Vernonia platensis
  • Vernonia tweediana
Referências
HARTER, B. 1999. Bienen und ihre Trachtpflanzen im Araukarien-Hochland von Rio Grande do Sul, mit Fallstudien zur bestäubung von Pionierpflanzen. PHD Thesis. Fakultät für Biologie de Eberhard-Karls-Universität Tübingen.185p.
AGUILAR, J.B.V. 1998. A comunidade de abelhas (Hymenoptera: Apoidea) da Reserva Florestal de Morro Grande, Cotia, São Paulo. PHD Thesis. Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, 84p.
WILMS, W. 1995. Die Bienenfauna im Kustenregenwald Brasiliens und ihre Beziehungen zu Blütenpflanzen: Fallstudie Boracéia, São Paulo. PHD Thesis.
BARBOLA, I.F. 1993. A comunidade de Apoidea (Hymenoptera) da reserva Passa Dois (Lapa, Paraná): Diversidade, fenologia e relações tróficas. MSC Thesis. Ciências Biológicas, da Universidade Federal do Paraná, Brazil. 103p.
CORTOPASSI-LAURINO, M. 1982. Divisão de recursos tróficos entre abelhas sociais principalmente Apis mellifera Linné e Trigona (Trigona) spinipes Fabricius (Apidae, Hymenoptera). São Paulo, USP, 180p. PHD Thesis. Departamento de Zoologia.

domingo, 25 de dezembro de 2011

sábado, 6 de agosto de 2011

Reunião da AME-RIO de agosto vai ser no dia 27, no Nosso Sítio.

A nossa reunião mensal de agosto vai ser no dia 27/08/2011, um sábado. Diferente do que já estamos acostumados, dessa vez não vai ser no Meliponário Escola de Guapimirim, também não vai ser na Escola de Agricultura Wencesláo Bello, como no mês passado.

Desta vez fomos convidados a conhecer o meliponário de nosso amigo e associado, o Antônio Abreu. 

Antônio Abreu

O Sítio do Antônio fica no Vale das Pedrinhas, também em Guapimirim, só que do outro lado, perto da rodovia que liga Magé a Manilha. 

Pórtico de Vale das Pedrinhas
Estrada Mage - Manilha

Se o tempo estiver quente o suficiente, o Antônio Abreu vai nos convidar a auxiliá-lo na revisão de suas colônias.


E vamos ser honrados pela presenças do Heráclito Sette e do Christiano Figueira. 

O Heráclito, mora em Brasília, é um dos incentivadores da Meliponicultura naquela região e prometeu nos brindar com uma explanação sobre as Uruçus da terra (Melipona quinquefasciata), abelha ainda encontrada no Planalto Central e que em diversas ocasiões ele teve oportunidade de transferir para caixas racionais. Também vai nos contar como vai sua luta para promover a aproximação dos meliponicultores de Brasília e da pretensão de formar uma associação.

Heráclito Sette, auxiliando em curso de meliponicultura.

Já o Christiano mora aqui mesmo no Rio de Janeiro e também é um dos incentivadores da Meliponicultura, em sua região. Christiano é o meliponicultor responsável pelo registro e manejo das abelhas do Parque Estadual da Pedra Branca. Christiano vai nos contar como foi que conseguiu convencer a administração do Parque da Pedra Branca e a diretoria do Inea, a autorizar um meliponicultor pesquisar as abelhas do parque. Hoje o Christiano, além de ser o meliponicultor responsável desse parque, tem a sua disposição sala e equipamentos que lhe permitem oferecer, junto com os biólogos do parque, palestras e oficinas sobre meliponicultura.

Christiano Figueira apresentando abelhas nativas
Stand do Instituto Estadual do Meio Ambiente - INEA
Evento comemorativo dos 193 anos do Museu Nacional 

A Júlia  Galheigo vai nos trazer mais informações sobre pasto apícola e nos mostrar como se faz uma excicata e quais os detalhes que devemos observar quando formos guardar espécimes vegetais, para estudo.

O Carlos Ivan se propôs a convidar outros associados  para juntos mostrarem aos presentes como se prepara uma coletor manual de mel, um sugador de abelhas e garrafas iscas para Jataís e mirins.

Com certeza o Pedro Paulo irá nos oferecer um relato de sua ida a Viçosa e o nos mostrar o que aprendeu de novo na Semana do Fazendeiro, deste ano.

E ainda tem mais, mas isso vocês só vão saber se forem até lá.

A seguir, as formas de chegar até o sítio do Antônio Abreu.

a) Quem quiser ir pela Niterói-Manilha, só tem o pedágio da ponte.


  1. Pegar a ponte Rio Niterói
  2. Ao sair da ponte ficar a esquerda e pegar a estrada para Manilha
  3. Quando chegar a placa indicando Magé, pegar fazer o retorno e pegara a estrada para Magé
  4. Antes de chegar a Magé, vai encontrar o pórtico de Vale das Pedrinhas (do lado direito)
  5. Entrar para Vale das Pedrinhas e seguir o fluxo principal (você vai estar na Rua Dois),
  6. Siga sempre o fluxo principal, passando por cerca de 13 ou 14 ruas transversais.
  7. Entrar na primeira à direita, depois de passar a Igreja Católica  (é a Rua Dezessete).
  8. Na segunda rua transversal entrar à direita (Rua Quarenta e Nove)
  9. O sítio do Antônio Abreu é o segundo do lado esquerdo da rua. 
  10. O nome do sítio é "Nosso Sítio".
O pórtico fica a direita de quem veio de Manilha (Niterói)

Esta é a "Rua Dois", a principal, seguir sempre em frente.

Chegando a "Rua Dezoito", já dá para ver a igreja.

Igreja Católica, do lado direito.

Passando a igreja, pegar primeira rua a direita.
"Rua Dezessete"

Visão da "Rua Dezessete",
Na segunda transversal entrar à direita.
Você vai estar na "Rua Quarenta e Nove"

O "Nosso Sítio" é o segundo do lado esquerdo da Rua Quarenta e Nove.
Pedro Paulo e Antônio Abreu.

b) Quem quiser ir por Magé, vai encontrar dois pedágios.

  1. Pegar a Washington Luís (Rio-Petrópolis);
  2. Entrar a direita pela Rio Teresópolis (Rodovia Santos Dumont);
  3. Entrar a direita, para Magé;
  4. Depois de passar Magé, vai encontrar o pórtico à sua esquerda;
  5. Entrar para Vale das Pedrinhas e seguir o fluxo principal (você vai estar na Rua Dois);
  6. Siga sempre o fluxo principal, passando por cerca de 13 ou 14 ruas transversais;
  7. Entrar na primeira à direita, depois de passar a Igreja Católica  (é a Rua Dezessete);
  8. Na segunda rua transversal entrar à direita (Rua Quarenta e Nove);
  9. O sítio do Antônio Abreu é o segundo do lado esquerdo da rua;
  10. O nome do sítio é "Nosso Sítio".

Vindo de Magé, o Pórtico fica à esquerda..
Depois são as mesmas instruções.